Reino de Sacerdotes
"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz"[I Pedro 2.9] Sacerdócio Real, Geração Eleita, Nação Santa, Povo Adquirido. Você já pensou que tudo isso define você hoje? Mas o que, de fato, significa ser parte desta designação divina? Um sábio judeu escreveu há algumas décadas: " A geração de errantes no deserto ouviu a exortação: " E sereis para mim um Reino de Sacerdotes e uma Nação Sagrada. A geração que consegue preencher esta exortação trará a era messiânica." Realmente não foi do apóstolo Pedro a significativa afirmação: "Reino Sacerdotal" e "Nação Santa". É no Livro de Êxodo, capítulo 19, que encontramos esta expressão pela primeira vez. E quem a disse foi Deus mesmo, a Moisés, no Monte Sinai, pouco tempo após a saída do povo de Israel do Egito. O Senhor libertou o seu Povo da escravidão egípcia com um propósito: formar um povo para Si mesmo na Terra. E assim Ele convocou a Nação de Israel e a instruiu com uma série de preceitos e mandamentos, um ensinamento preciso e abrangente para todas as áreas da vida do Seu Povo. Assim a Nação de Israel tornou-se um Reino, com uma Constituição, a Bíblia. Mas o Eterno já havia profetizado, em Abraão, que a benção de Israel se estenderia a toda a humanidade: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra". [Gn12.3] E foi assim que através do descendente de Abraão Yeshua (o nome de Jesus no original hebraico) todos os povos passaram a ter a mesma possibilidade de se tornarem Reino Sacerdotal e Nação Santa, e é disso que o apóstolo Pedro nos recorda. Como, pois, redimidos em Jesus e caracterizados, portanto, como Geração Eleita, já nos tornamos Reino Sacerdotal e Nação Santa. Mas será que temos entendido o que isso representa? E estamos assumindo esta identidade, ou, pelos tantos afazeres cotidianos, temos nos esquecido dela? • Reino é Reino! Reino nos fala de um povo governado por um Rei. E este foi o propósito original de Deus: ser o Rei de um Povo separado só para Si na Terra. E foi por isso que Ele se entristeceu quando, nos tempos do jovem Saul, os israelitas pediram um Rei sobre a Nação de Israel, para que eles se tornassem iguais às outras Nações. Uma breve reflexão nos faz atentar para um fato: Só há um Deus, só há um Senhor, só há um Rei de todo o Universo. E Ele é exatamente o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Criador dos céus e da terra, o Pai Celestial, manifestado como homem na expressão do Messias Yeshua. Mas Ele tem sido, de fato, o nosso Rei? Quem tem governado as nossas vidas? E qual tem sido a nossa Constituição Oficial? Acaso, como os israelitas no passado, não estamos buscando outros reis terrenos, e outras Constituições humanas, para ficarmos iguais aos que nos rodeiam? Contudo, Reino é Reino, Governo é Governo e Constituição é Lei máxima! Que possamos, pois, rever o que é preciso e, se a avaliação não for muito boa, que tenhamos a coragem de voltar e deixar que o Governo do Rei Jesus se estabeleça em nossas vidas, que sejamos dignos Embaixadores do Seu Reino, dominando e não sendo dominados por conceitos, homens, pelas lutas cotidianas ou pelo Diabo e suas obras e que a Bíblia seja, verdadeiramente, o nosso Manual de vida! • Sacerdote, eu? Mas o Reino não é só reino. É Reino Sacerdotal. E nos perguntamos: sacerdote, eu? Porque tantas doutrinas nos foram ensinadas dando este nome a pessoas tão específicas, como que escolhidos, ungidos, especiais... No entanto a Palavra de Deus é explícita: Ele nos chama sacerdotes. Foi o que Ele planejou com o Povo de Israel, mas os israelitas desprezaram esta posição, deixando-a apenas para a tribo de Levi. Como Igreja, será que tem sido diferente conosco? Será que as orações e os estudos bíblicos necessários, os jejuns, a intimidade com o Espírito Santo de Deus e a propagação da Palavra de Deus não têm sido desprezados e deixados para os "Levitas" de hoje, como se Deus, de fato, tivesse nomeado alguns e esquecido os outros? A verdade é que Reino Sacerdotal é a condição de todo o Povo de Deus na terra. E, tanto a Igreja Gentílica de Jesus como o Povo de Israel têm que assumir esta identidade e posicionar-se neste sentido, porque, ao inverso do que parece, isso não é um peso, mas um privilégio. Há um Rei Soberano e Todo Poderoso, com um Governo sem limites ou fronteiras, quer no plano material, quer no espiritual. Mas Ele é um Rei vencedor em todas as batalhas. Um Rei misericordioso, bondoso e jamais autoritário, apesar de deter toda a autoridade. Um Rei que nos ama incondicionalmente, que não nos condena, nem pressiona, mas incentiva e ajuda. Um Rei que nos compreende, mesmo quando transgredimos a Constituição do Reino e nos absolve. Um Rei que nos garante um futuro glorioso e não deixará que seja em vão o nosso trabalho e o nosso esforço pelas causas do Seu Reino. Um Rei, enfim, que não nos deixa motivos para não deixá-lo governar sobre nós. O que faremos, pois? • Não estamos sós! Não bastasse, Este Rei ainda nos chama de Nação Santa. Nação não é cidade, nem vila, nem indivíduo. Nação é coisa grande. Nação é um Povo, um grupo de pessoas ligadas pela mesma origem, tradições, costumes, etc. Resumindo, um grupo de pessoas com a mesma identidade, agrupado de alguma maneira. E então? Não é tremendo? O Nosso Rei nos convoca a reinar. Garante-nos a Sua presença pessoal, mas também não nos deixa só humanamente e dá-nos um Povo Igual com quem podemos compartilhar as nossas lutas e dificuldades, e também com quem aprender, crescer e unir forças para vencer os inimigos do Reino. O Profeta Elias passou por uma experiência muito significativa. Ele assumiu sua posição de Reino Sacerdotal e derrotou definitivamente os profetas do deus pagão Baal. Mas os opositores eram muitos e ele tinha as suas limitações e, por um momento, não agüentou, deprimiu-se e pediu a morte. Indagado por Deus sobre o seu problema, ele respondeu que estava sendo perseguido mas, o principal, estava sozinho. Que difícil é a solidão, especialmente quando se está no caminho certo, do lado certo, fazendo o que tem que ser feito. Mas a resposta do Senhor a Elias ecoa através dos séculos: "Há 7 mil joelhos que não se dobraram a Baal" (I Reis 19.18). E é isso o que o Senhor nos fala quando ressalta que somos Nação. Não estamos sós, temos aliados, ajudadores, companheiros de jornada. Por certo imperfeitos e falhos como nós, mas súditos do mesmo Rei, compatriotas do Reino dos Céus e aprendizes da mesma constituição. Abracemos, pois, a nossa Nação Igreja, Igreja na dimensão de Reino, de Corpo, sem limites ou fronteiras, não Igreja denominação ou corpo doutrinário. Mas família verdadeira, Comunidade, que une israelitas e gentios, sem expectativas utópicas, com visão de respeito, de perdão e de humildade. E, tenhamos certeza, se alguém desta Nação nos decepcionou e desertou, o perdão nos alivia e há , sem dúvida, "7 mil a nossa espera". Vamos encontrá-los? • É preciso ser santo Finalmente, a Nação é Santa. E santo é separado, consagrado, purificado, considerado próprio, adequado e para o uso exclusivo do Rei. Há muito preconceito sobre a palavra santo ou santidade. Ou focaliza-se o estereótipo das imagens canonizadas de homens que por sua bondade e exemplo acabaram por se tornar erroneamente objetos de idolatria, ou apresenta-se uma ideologia legalista, repressora e pesada, com muitas regras e normas, muitos "faça" e "não faça"! Quando o Senhor nos chamou de Santos, porém, o que Ele disse foi: "vivei para mim e aprendei a viver comigo. Sabe por quê? Porque Eu os fiz. Eu sou o vosso inventor e sei como funciona bem e como funciona mal. Como aumentar os anos de existência e como reduzir. O combustível adequado, o uso correto e o controle de qualidade. Descontamine-se, pois, do mal uso e das técnicas do concorrente pirata. Porque Eu sei como você pode viver uma vida que vale a pena e como prolongar a sua existência, não só por mais alguns anos, mas por toda a eternidade. Santifica-te, pois!" Voltando ao sábio judeu, "quem cumprir esta exortação de ser Reino Sacerdotal e Nação Santa , trará a era messiânica". Isso significa, nada mais, nada menos, que aqueles que assumirem o Governo de Jesus na sua vida pessoal e dominarem por Ele, agora; que exercerem com eficácia o ofício sacerdotal de oração e proclamação da Palavra de Deus; que assumirem a identidade de Povo, sem barreiras ou divisões; e que se separarem para o uso exclusivo de Deus, simplesmente trarão o Messias Jesus de volta. Porque Ele quer vir. Ele está às portas. Mas estas condições básicas para a sua vinda ainda não se cumpriram. O que vamos fazer a este respeito?
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